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Confie no Universo

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Sempre confie no Universo para guiá-lo em suas escolhas e apoiá-lo em suas decisões. Se não sabe como conduzir determinada situação de sua vida, apenas volte para seu estado natural de alinhamento e reconecte-se consigo mesmo.

Você veio para este mundo com um objetivo nobre – e não digo NOBRE no sentido de ser superior ou magnânimo, de realizar grandes feitos… E sim nobre no sentido de ser único, importante e valioso, algo que apenas VOCÊ pode dar ao mundo. Mas, apesar de ser uma fonte infinita de luz, amor e energia, você está literalmente condensado na matéria e limitado pelas leis que regem Yin, Yang e o mundo manifesto – tempo e espaço limitam e cerceiam seus movimentos. E, neste cenário, é MUITO fácil de você se esquecer de quem verdadeiramente é, do que veio fazer aqui, dos seus atributos divinos e de sua capacidade infinita de dar e receber amor. E TUDO BEM, estes são os desafios da tridimensionalidade »» desafios de TODOS NÓS que temos o privilégio de estarmos vivendo esta linda jornada sobre a face deste LINDO planeta.

Mas não confunda a jornada com o destino final. Não significa que, porque neste momento você está em um local escuro, que você não foi desenhado com a finalidade ÚNICA de ser um raio de sol no final. Apenas siga e confie, entrando em alinhamento consigo mesmo e com seus verdadeiros propósitos e verdades.

Volte àquele lugar de quietude e tranquilidade que existe dentro de você e saiba que TUDO tem sua hora certa para acontecer. Saiba que o Universo SEMPRE manda sinais da direção na qual você deve seguir, e sempre envia anjos para apoiá-lo no caminho nos momentos de grande decisão. Apenas se mantenha conectado e confiante. Todo o resto acontece do modo como deve acontecer e em seu devido tempo.

Apenas olhe para este espaço dentro de você que NUNCA SE ESQUECEU de quem você verdadeiramente é, respire fundo e agradeça, de antemão, por todas as bençãos que o Universo e a Cria-Ação estão tratando de enviar a você neste exato momento. 

(Flavia Melissa)

Doidas e Santas

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Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa.
São versos de Adélia Prado, retirados do poema “A serenata”.
Ele narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão – não sabe como receber um novo amor não dispondo mais de juventude.
E encerra: “De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?”
Adélia é uma poeta danada de boa.
E perspicaz.
Como pode uma mulher buscar uma definição exata para si mesma estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada, onde encontrou alegrias e desilusões, e tendo ainda mais estrada pela frente?
Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões – e a gente sabe como as desilusões devastam – terá que ser meio doida.
Se preferir se abster de emoções fortes e apaziguar seu coração, então a santidade é a opção.
Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa.
Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa.
Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou.
Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade.
Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres.
Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa, mesmo, só Nossa Senhora, mas, cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (Não se escandalize, não me mande e-mails, estou brincando.)
Toda mulher é doida. Impossível não ser.
A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais.
Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?
Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar louca e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca.
Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.
Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora.
E santa, fica combinado, não existe.
Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

(Martha Medeiros)

Se o sapato servir, não calce

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No meu tempo de criança, família pobre, eu lembro como era difícil ganhar um sapato novo. E quando ganhava, era motivo para alegria e tristeza. Alegria, porque era novo. Tristeza, porque minha mãe fazia o teste do polegar. Eu calçava o sapato e andava um pouco pela loja. Se gostasse – e ela também – ela fazia o teste final: apertava a ponta do sapato com o polegar para confirmar que havia um espaço sobrando. Adivinhe espaço para que? Exatamente o que você pensou, espaço para crescimento. Em vez de ficar confortável, mas só por algum tempo, tinha sempre que ficar maior que o pé. Nos primeiros dias dava a impressão de estar calçando uma lancha. Ocorre que, como eu crescia alguns milímetros por semana, o meu pé me acompanhava. Dessa forma, minha mãe jamais arriscaria comprar um sapato do tamanho exato. Agora que o meu pé já não cresce mais, eu descobri que nós temos de continuar fazendo o “teste do polegar em nossa vida”. Muitas pessoas terminam seus estudos e param. Ou aposentam-se e param. Param de aprender e crescer; param de buscar novos limites; param de sonhar e querer mais. Ocorre que nossos cérebros têm um infinito espaço vazio exatamente para permitir o crescimento ilimitado de cada um de nós. Não importa o grau de competência e habilidades que você tenha desenvolvido, nunca aceite um “sapato que calce confortavelmente” em sua vida. Busque fazer coisas que você jamais imaginou seriam possíveis; faça o “teste do polegar” a cada momento; não deixe nada amadurecer pois já se tornou obsoleto. Experimente novamente ou talvez pela primeira vez a vibração do aprender, desaprender e re-aprender. A vibração de reconstruir o conhecimento, as habilidades e a competência. Sinta a vibração de crescer dentro de um “novo par de sapatos” para sua vida.

Ser Feliz

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Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…

E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Augusto Cury

Livre-arbítrio

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Usai bem o livre-arbítrio, pois sois o senhor de vosso próprio “destino”, sois o comandante responsável pelo sucesso ou fracasso da empreitada. Aprendei a Amar-vos e Respeitar-vos, pois sois o Templo do Senhor, deixai vir a vós as Bênçãos do Altíssimo que está em vós. Se tendes o poder do livre arbítrio para errar e acertar, já que a Misericórdia Divina vos deu a chefia de seu próprio mundo, sêde dirigente responsável e dedicado e não carrasco de sí mesmo. Abrigais em vosso íntimo o anseio pela Luz da qual fostes gerado, a Luz é a vossa mãe, berço gerador de vosso espírito, e se o vosso livre-arbítrio vos desaportou momentaneamente dela, é hora de acordardes para o fato que já vos distanciastes dela demasiado e que nada de útil isso vos reservou.

Sois Filhos da Luz como todo o Universo. A Unidade percorre todo o Universo e todas as coisas criadas são essencialmente formadas da mesma Luz. Sois co-criadores neste Universo, tendes Forças latentes em vós, que uma vez acionadas através de vossa Divina Presença Eu Sou, vos farão senhores sobre toda a substância e a matéria e sobre todos os mundos em geral. Não fazeis conta de um Poder que é vosso? O fato de recusardes tomar conhecimento de sua existência, não invalida a sua existência que é real e está dentro de vós.

Asseguro-vos que tendes tanta Força quanto Eu próprio, a diferença entre Nós é que eu as conheço e utilizo. Minha missão é acordá-los da dúvida e incutir-lhe a Fé, que é especialmente a Minha Virtude e é com prazer que vos falo dela. Necessitais da Fé, como empreendedora Força adicional, para acionardes em vossa vida toda a Força propulsora engendrando tais poderes latentes, que só esperam pelo vosso comando. A solidão é antes de tudo um estado de espírito, sabeis bem que podeis vos sentir sós em meio a uma multidão e vos sentirdes Felizes e Plenos quando ninguém vos rodeia. Atentai para o fato de que a solidão não existe, pois sendo um estado de espírito negativo tem começo e fim em vossa própria consciência. O que não semeais em vossa consciência não materializareis em vossa vida.

Acordai para as grandes verdades da vida, sêde o poder controlador de vossas mentes, pois tendes o poder mental de criar em vossa existência o que determinares de Bom ou de ruim. Livrai-vos das sugestões exteriores, para que a vossa mantenha só a vós como comandantes.

Tendes o livre-arbítrio de escolher e capacidade para mudar o rumo das coisas. Tendes o cetro do Poder em vossa Divina Presença Eu Sou, recorrei à Ela como a vossa melhor Amiga e Conselheira.

Somos co-trabalhadores na Luz e esperamos o vosso pronto concurso, aliados às Nossas Forças o Bem prevalecerá sobre toda a Terra. Conto com o vosso Apoio, Vosso Prestimoso e Leal Amigo que muito vos Ama.

Mestre Morya

Fonte: Do livro “O Eu Sou de Cada Um” – Priscila Braga Cardoso Pinto

 

A Faxina

faxinamental

Estava precisando fazer uma faxina em mim… 
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
 
Tirar o pó de uns sonhos,
 
lavar alguns desejos que estavam enferrujando…..
 
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
 
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
 
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
 
Guardadas num livro que não li.
 
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
 
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
 
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste…
 
Mas lá havia outras coisas… belas!!!
 
Uma lua cor de prata…o choro de
 meus filhos ao nascerem 
seus primeiros passos,os abraços….
 
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo…..
 
o pôr do sol…. uma noite de amor
 
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
 
Sentei no chão,
 
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
 
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima –
 
pois quase não as uso – e também joguei fora!
 
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que
 
fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
 
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
 
Como foi bom!!!
 
Recolhi com carinho o amor encontrado,
 
dobrei direitinho os desejos,
 
perfumei na esperança,
 
passei um paninho nas minhas metas
 
e deixei-as à mostra.
 
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
 
em cima, as de minha juventude, e…
 
pendurado bem à minha frente,
 
coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…

(Martha Medeiros)

 

Desencarnes coletivos

morte coletiva
A morte é um dos problemas mais difíceis de ser enfrentado, pois é sempre vista como mistério. Todos nós temos compromissos de reajuste perante a Lei que rege o Universo.
Para os que professam determinadas religiões, é impossível compreender o sentido divino dessas tragédias, porque acreditam piamente que o homem vive na Terra uma vez somente. Agora, para aqueles que admitem que já viveram antes, fica mais fácil.
As grandes comoções que ocorrem na vida material trazem sempre enormes indagações e dúvidas por parte daqueles que ainda não adquiriram conhecimentos das verdades evangélicas a respeito da “Lei de Causa e Efeito” e das vidas sucessivas. Por este motivo, em determinados momentos de confusão mental e de dúvidas terríveis, as criaturas chegam a questionar o próprio Criador: Por que permitiu uma coisa dessas?
Esses acontecimentos, chamados catastróficos, como por exemplo, acidentes aéreos, marítimos, rodoviários, ferroviários e, hoje em dia, até por ato terrorista, que ocorrem com grupos de pessoas, muitas delas sem se conhecerem sequer, com famílias inteiras, em toda uma cidade ou até em uma nação, não são punições divinas. Geralmente são resgates coletivos que várias pessoas, juntas, precisam passar. Na realidade, essas pessoas atingidas estão marcadas, nos registros da espiritualidade, para participarem dessas desencarnações coletivas.
Não se pode negar aqui que possa haver a fatalidade, pois ela acontece algumas vezes. Então, é dada uma nova chance do recomeço após instrução sobre as causas do ocorrido. Entretanto, no que se refere às mortes coletivas, isso não é o mais comum.
Se analisarmos esses fatos unicamente pelas causas humanas, poder-se-ia chegar à conclusão da má sorte de se estar exatamente naquele lugar e naquele momento. Entretanto, quando se expande esta compreensão e nela se agrega a lei de causa e efeito e o princípio das vidas sucessivas, o cenário começa a fazer sentido. Podemos entender que nessas mortes coletivas há um encontro marcado de Espíritos que foram protagonistas de equívocos de comportamento e que na atual estada na Terra, estão zerando as suas pendências.
Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina o nosso presente, ou seja, o que temos hoje é reflexo direto do nosso ontem. Se o raciocínio vale na escala individual, por que não valeria também para a escala coletiva?
Na provação coletiva, dá-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo delito ou de outros semelhantes, praticados num pretérito longínquo. Pode-se citar como exemplos de delitos as Cruzadas, a Inquisição, as Guerras, os atentados terroristas e outros similares, isto é, uma gama de violências e absurdos, em que todos os participantes só se livram das dívidas quitando-as.
Mas por que só agora? Perguntarão. É que somos Espíritos em aprendizado e, por este motivo, vamos adiando por várias encarnações a expiação necessária, até que haja o entendimento necessário à respeito da importância desse tipo de resgate. Assim, quando há compreensão, muitas vezes o próprio Espírito errante pede permissão para cumprir o que é necessário para seu adiantamento.
O interessante é que o próprio Espírito assume, antes de reencarnar, esse compromisso com o propósito de resgatar esses velhos débitos. No livro Ação e Reação, André Luiz afirma esse fato: “Nós mesmos é que criamos o carma e este gera o determinismo”.
Quando é chegada a hora do desencarne coletivo, a Espiritualidade superior, possuindo o conhecimento prévio desses fatos, providencia equipes de socorro para a assistência a esses Espíritos que irão adentrar no plano espiritual. Que passam a estar prontos para experimentar novas experiências engrandecedoras.
É importante saber que, mesmo que o desencarne coletivo ocorra identicamente para todos, individualmente, a situação dos traumas e do despertar no outro plano dependerá da evolução de cada um. Desse modo, a Providência Divina ampara tanto àqueles que assumiram tais resgates aflitivos e estarão prontos para a vida no reino dos Céus, quanto aqueles que ainda caminharão por estradas sinuosas ao longo da caminhada evolutiva.
Há aqueles que escapam minutos antes dos acidentes coletivos, por não precisarem passar por essa situação.   É por isso que muitos perdem o avião, o trem, o ônibus que se acidentaria dali a pouco, enquanto outros viajam nesses meios de locomoção inesperadamente.
Segundo um ensinamento evangélico, “Não cai uma só folha da árvore sem que Deus saiba”. E, com toda certeza, as mortes coletivas são parte da generosidade divina para com seus filhos, pois permite que eles alcancem o melhoramento através de sua resignação e experiência na Terra.

Fonte: http://www.ceenc.com.br/2012/09/desencarnes-coletivos.html
Centro Espírita de Estudo Nossa Casa

Encerrando ciclos

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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Esqueça quem você era, e passe a ser quem é.

(Paulo Coelho)

Recomeçar

recomeco

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o “Amor”.

(Paulo Roberto Gaefke)

Homens livros

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O Universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma de suas estantes. Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas, histórias de terror ou romances profundos.
Também é assim com as pessoas: há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance profundo ou rasteiro.
Somos homens-livros lendo uns aos outros.
Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.
O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria. Depende do que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.
Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso. Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.
Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.
Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.
E que, sendo homens-livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo, pois somos homens-livros forever!
A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos de uma consciência imortal.
O que não foi bem escrito em uma vida, poderá ser bem escrito mais a frente, em uma próxima existência ou além…
Mas, com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre ou em qualquer outra estante por aí…
Há homens-livros de várias capas e cores, mas Deus é o editor de todos eles.

(Wagner Borges)