Arquivo | fevereiro 2013

A Faxina

faxinamental

Estava precisando fazer uma faxina em mim… 
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
 
Tirar o pó de uns sonhos,
 
lavar alguns desejos que estavam enferrujando…..
 
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
 
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
 
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
 
Guardadas num livro que não li.
 
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
 
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
 
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste…
 
Mas lá havia outras coisas… belas!!!
 
Uma lua cor de prata…o choro de
 meus filhos ao nascerem 
seus primeiros passos,os abraços….
 
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo…..
 
o pôr do sol…. uma noite de amor
 
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
 
Sentei no chão,
 
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
 
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima –
 
pois quase não as uso – e também joguei fora!
 
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que
 
fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
 
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
 
Como foi bom!!!
 
Recolhi com carinho o amor encontrado,
 
dobrei direitinho os desejos,
 
perfumei na esperança,
 
passei um paninho nas minhas metas
 
e deixei-as à mostra.
 
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
 
em cima, as de minha juventude, e…
 
pendurado bem à minha frente,
 
coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…

(Martha Medeiros)

 

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Trabalhe com o alma

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Um trabalho ao qual dedicamos nossa alma jamais nos deixa esgotados. Isso porque, em tal trabalho, quanto mais nos dedicarmos, com maior intensidade a Vida se manifestará. O cansaço nada mais é que o estado no qual a nossa vida não consegue se manifestar livre e plena, e sente-se sufocada.

Se você não gosta de um determinado trabalho, mas o executa porque é seu dever, certamente ficará muito mais cansado do que quando trabalha com amor.

Amor é Deus e Deus é vida. Se o Amor não está sendo acrescentado ao trabalho significa que a Vida não está sendo vivificada, e é por essa razão que nos cansamos com facilidade.

Os trabalhos executados com amor são melhor elaborados do que aqueles executados unicamente por senso de obrigação. Por isso, esse trabalho será  um trabalho repleto de vida, repleto de alma.

Quando uma pessoa não ama o seu trabalho e o executa com má vontade, apenas por obrigação, ela está trabalhando unicamente com o seu cérebro carnal e suas mãos carnais, impedindo que Deus trabalhe através dela. Portanto, ao executarmos um trabalho devemos descobrir prazer nele e aprender a amá-lo realmente.

Um trabalho que não contenha a alma de quem o executou sempre apresenta alguma falha.

Quando a nossa mente está dominada pela idéia de obrigatoriedade, mesmo os trabalhos mais interessantes e agradáveis acabam nos aborrecendo. Quando consideramos o trabalho como uma bênção de Deus, ocorre dentro de nós o despertar da vida que nos liga a Deus. Então, nossa força vital limitada une-se à força vital ilimitada, a qual passa a conduzir o trabalho, o que proporciona alegria e satisfação tanto a nós próprios como  aos outros.

Fonte: Do livro “A verdade da vida – Volume 7 – Vida Cotidiana” – Masaharu Taniguchi

Ensinar e aprender

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“Nossa missão é aprender, é fazer-nos a semelhança de Deus por meio do conhecimento. Sabemos tão pouco… Pelo conhecimento nos aproximamos de Deus, e então podemos repousar. Depois retornamos para ensinar os outros e ajudá-los.”

A direção é o que importa não a velocidade. Se você está se tornando uma pessoa mais amorosa, menos passional e violenta, encontra-se na direção certa. Assim como eu, você pode ser perturbado, tomar trilhas erradas e mesmo se perder. Mas encontrará o caminho de volta.

Pode parecer que estejas dando dois passos á frente e um para trás, mas é assim mesmo. É isso o que acontece quando estamos na forma humana. A iluminação é um processo lento e árduo, que requer disciplina e dedicação. É mais do que natural que queiramos parar de vez em quando. Isso não significa que estejamos regredindo; estamos consolidando, descansando.

O progresso não é linear. Podemos ter avançado muito no que diz respeito à caridade e à compaixão, mas sermos principiantes em relação à raiva e à paciência. É importante não se exigir demais. Se não ficarmos nos julgando nem permitirmos que os outros nos julguem, não nos sentiremos frustrados.

Já sofri muitos recuos, depois recuperei minha consciência e retomei minha caminhada. Com você deve acontecer o mesmo. A violência e falta de visão parecem dominar o mundo. Precisamos navegar em harmonia, rejeitar o ódio, a raiva, o medo e o orgulho. Precisamos ter a coragem necessária para fazer o que é certo. Precisamos amar e respeitar os outros, para enxergar e apreciar a beleza inata e a dignidade de todo ser humano. Porque somos almas, todos feitos da mesma substância.

Apenas unindo nossos esforços, agindo como uma tripulação, é que podemos evitar as tempestades e encontrar o caminho para casa.

Fonte: Do livro “A Divina Sabedoria dos Mestres” de Brian Weiss